segunda-feira, 3 de setembro de 2018

DICA DE SAÚDE DA SEMANA

VOCÊ JÁ TEVE H. PYLORI?


Popularmente conhecida como H. pylori, a Helicobacter pylori é uma bactéria que tem como habitat o estômago ou o intestino. Essa bactéria prejudica a barreira protetora, estimulando uma inflamação e é a responsável por uma infecção bacteriana crônica, muito comum nos seres humanos. Ela tem a capacidade de sobreviver em ambientes inóspitos como o estômago que apresenta um meio bastante ácido, sendo essa acidez um mecanismo de defesa contra as bactérias ingeridas junto aos alimentos. Dessa forma, são poucos os seres vivos que conseguem se manter em um ambiente tão ácido. 

Essa bactéria tem a habilidade de sintetizar substâncias que neutralizam o ácido, formando uma "nuvem" ao redor para se proteger; o que lhe permite uma boa locomoção até achar um local específico para se fixar. A presença do H. pylori pode provocar sintomas abdominais desconfortáveis, assim como elevar o risco para o desenvolvimento de úlceras e até mesmo de câncer. Estudos sugerem que mais de 50% da população mundial têm o estômago colonizado por essa bactéria. Geralmente ela é identificada durante uma endoscopia, por meio de uma biópsia ou por um teste chamado de teste da urease (feito durante a endoscopia). 

A transmissão dessa bactéria não é plenamente conhecida, entretanto há indícios de que pode haver contaminação por meio da saliva ou do contato oral com água e alimentos contaminados. Dessa maneira, para haver prevenção da infecção é preciso atentar para a higiene das mãos, assim como é importante evitar a divisão de talheres e copos com outras pessoas, pois quando um membro da família está infectado, o risco de transmissão para o cônjuge e os filhos é bem alto. Mesmo em ambientes com boas condições de higiene, a transmissão é comum. Estudos ainda não comprovaram a transmissão por meio da saliva, apesar dessa bactéria poder ser encontrada na boca, principalmente nas placas dentárias. 

Há casos de pacientes infectados por essa bactéria que não apresentam sintomas, contudo ela pode destruir a barreira natural de proteção da parte interna do estômago e do intestino, aumentando a capacidade de inflamação nos tecidos dessas regiões; o que provoca sintomas como enjoos, vômitos, sensação de queimação no estômago, dores fortes, sensação de inchaço abdominal, diminuição ou falta de apetite, assim como presença de sangue nas fezes e anemia. 

O tratamento é realizado associando medicamentos prescritos pelo médico gastroenterologista e uma reeducação alimentar para haver alívio dos sintomas da gastrite. Essa mudança nos hábitos alimentares inclui ingestão de vegetais e carne branca e é importante evitar ao máximo excesso de molhos, condimentos, além de alimentos industrializados. Dois exemplos de alimentos que ajudam a controlar a acidez estomacal, diminuindo assim o desconforto que é provocado pela gastrite, são a batata e a banana. 

Quando o paciente faz o tratamento da forma correta, é muito difícil haver a reinfecção pela bactéria. Nos casos em que o paciente é tratado mas depois de um tempo descobre que ainda está infectado, geralmente é porque o tratamento foi mal sucedido, não levando à erradicação bacteriana. Ademais, o risco de reinfecção é bem maior naquelas áreas com saneamento deficiente e presença de água imprópria para banho e para consumo. 

Enfermeira Rebeca Revorêdo Sinedino



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