Vivemos em um mundo onde a aparência, muitas vezes, é confundida com a
essência. Pessoas podem parecer espirituais, corretas e alinhadas com Deus, mas
apenas Ele conhece o que realmente há no coração. A parábola do joio e do trigo
nos confronta com essa verdade: nem tudo que cresce junto pertence ao mesmo
propósito.
Mais do que parecer, Deus nos chama a ser. E no fim, é isso que fará
toda a diferença.
Mesmo campo, outra natureza
“Deixai
crescer ambos juntos até à ceifa.”
Mateus 13:30 (ACF)
Jesus explicou que o joio e o trigo crescem juntos no mesmo campo,
compartilhando o mesmo ambiente, o mesmo solo e até as mesmas condições. Aos
olhos humanos, muitas vezes é difícil distinguir entre eles.
Essa realidade nos ensina que estar no mesmo lugar (na igreja, no meio
cristão, ou em ambientes de fé) não significa ter a mesma essência. O joio pode
até se parecer com o trigo por um tempo, mas sua natureza é diferente.
Por isso, o chamado não é
apenas para estar presente, mas para ser transformado. Deus não se impressiona
com proximidade externa, mas com verdade interior.
Essência
acima da aparência
“Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão”.
Mateus
7:20 (NVI)
O
joio representa aquilo que parece, mas não é. Ele cresce, se desenvolve e ocupa
espaço, mas não produz fruto verdadeiro. Já o trigo carrega em si a vida, o
propósito e a colheita.
Vivemos
dias em que é fácil buscar reconhecimento, status espiritual ou visibilidade.
Mas esse não é o caminho do Reino. O trigo não precisa provar nada, ele
simplesmente frutifica.
Apenas parecer por um tempo,
para depois secar e desaparecer, não gera fruto algum para o Reino. Deus não
busca aparência momentânea, mas transformação genuína que permanece e produz
vida.
O tempo da
colheita
“Deixem que cresçam juntos até à colheita. Então direi aos
encarregados da colheita: Juntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para
ser queimado; depois juntem o trigo e guardem-no no meu celeiro’ “.
Mateus
13:30 (NVI)
Pode
haver confusão durante o crescimento, mas na colheita tudo se revela. Aquilo
que era parecido deixa de ser confundido. O trigo é separado, valorizado e
recolhido; o joio, descartado.
Esse
momento aponta para a justiça de Deus. Ele vê além da superfície, além das
aparências e além do que os outros percebem. Nada passa despercebido aos Seus
olhos.
Ser trigo é uma decisão diária. É escolher viver com integridade,
humildade e verdade diante de Deus, mesmo quando ninguém está vendo. Não se
trata de se destacar aos olhos das pessoas, mas de ser reconhecido por Deus.
No fim, não será sobre quem parecia mais, mas sobre quem realmente era.
Que a nossa vida não seja apenas uma aparência bem construída, mas uma essência
firmada em Deus. Porque, na colheita do Reino, apenas o trigo permanece.
Fonte: https://bibliajfa.com.br/

Comentários
Postar um comentário