DEUS NÃO É ENTRETENIMENTO
Estamos sempre voltando à rapidez, ao conforto e ao
entretenimento. Queremos experiências que nos prendam, respostas imediatas e
ambientes que não exijam demais de nós. Aos poucos, podemos levar essa mesma
lógica para a igreja e começar a esperar que o culto nos entretenha, nos agrade
e termine rapidamente para que possamos seguir com nossos outros planos.
Mas Deus não é entretenimento. O culto nunca teve como
objetivo principal nos fazer sentir confortáveis. É um lugar de quebrantamento
e encontro. E quando Cristo deixa de ser suficiente, nenhum ambiente, música,
palavra ou experiência será capaz de preencher aquilo que estamos procurando.
O culto não é para nós
Existe uma diferença entre participar de uma reunião e
verdadeiramente cultuar. Podemos entrar em uma igreja pensando apenas no que
vamos receber: se o louvor vai nos agradar, se a pregação será interessante, se
o ambiente estará confortável, se tudo terminará no horário. Quando essa é a
nossa principal preocupação, corremos o risco de transformar o culto em um
produto e a igreja em um serviço que precisa atender às nossas expectativas.
A igreja não é um fast-food espiritual. Não chegamos,
recebemos algo rapidamente e vamos embora. É entre nossos irmãos que aprendemos
a servir, perdoar, suportar, repartir, obedecer e amar. A excelência importa
porque tudo o que fazemos para Deus deve ser entregue com zelo, mas não pode
ser confundida com entretenimento. O culto não precisa ser perfeito para que
Deus seja digno de adoração.
Às vezes, o louvor não será a música que você escolheria. A
mensagem poderá confrontá-lo. O ambiente talvez não esteja confortável. As
pessoas certamente não serão perfeitas. E talvez, justamente aí, exista uma
oportunidade de lembrar: eu não vim aqui para cultuar a mim mesmo. Vim para
adorar a Deus.
A presença exige permanência
A presença de Deus vai nos custar tempo, conforto e
controle. Haverá dias em que não estaremos dispostos, quando permanecer é mais
difícil. Mas a vida com Deus não pode ser construída apenas sobre aquilo que
sentimos vontade de fazer. Nós não somos crianças mimadas.
Não podemos querer um encontro profundo com Deus sem abrir
mão da pressa. A transformação gera desconforto, são necessárias permanência e
profundidade, e isso requer tempo. O agir de Deus não precisa se encaixar na
nossa agenda. Existem coisas que só conseguimos perceber quando diminuímos o
ritmo, permanecemos e permitimos que a Palavra trabalhe em nós.
Aquilo que ouvimos na igreja não deveria terminar quando
saímos dela. A mensagem precisa nos acompanhar para o secreto. O verdadeiro
culto continua quando ninguém está olhando, então o domingo não deveria ser o
lugar onde nossa fé termina, mas o lugar onde somos novamente enviados a
vivê-la.
O fogo está na fornalha
Querer a presença de Deus não é o mesmo que querer apenas
aquilo que sentimos quando estamos perto dela. O avivamento não pode ser
reduzido a uma experiência emocionante, uma música intensa ou um momento que
nos arrepia. O fogo de Deus purifica. Ele revela, confronta, consome aquilo que
precisa morrer e nos chama para uma entrega mais profunda.
O fogo está na fornalha, não em uma praia confortável e uma
sombra fresca. Existe uma fome que exige permanência. Existe uma rendição que
exige abrir mão do controle, um relacionamento com Deus que não pode ser
construído apenas nos momentos que agradam ao nosso ego. Se Cristo for
suficiente, permaneceremos mesmo quando não recebermos aquilo que esperávamos.
O céu responde à fome e à rendição.
Talvez seja necessário perguntar: por que eu vou à igreja?
Para me sentir bem? Para encontrar pessoas? Para cumprir uma agenda? Para receber
algo? Ou porque quero encontrar Deus, adorá-Lo e permitir que Ele transforme
quem eu sou?
O culto é sobre o Dono do lugar. Tudo deve apontar para a
glória dEle. Precisamos buscar excelência sem transformá-la em idolatria, sem
esquecer que nós somos o templo do Espírito Santo, e amar a igreja sem
transformar a experiência em um substituto para o próprio Deus.
Deus não procura pessoas entretidas, mas pessoas
disponíveis. Não pessoas preocupadas apenas com o relógio, mas corações
dispostos a permanecer. Adoradores e filhos que entendem que Cristo é
suficiente.
Se Ele não for suficiente, nenhum lugar será.
Fonte: https://bibliajfa.com.br/

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